Artigo

 

Panorama da psiquiatria na actualidade

 

Muito embora, já tenham sido dados alguns passos importantes, com a definição de “novas” doenças, nomeadamente com a sua inclusão no CID 10 – 44 e alíneas, pela OMS em 1998, as que dizem respeito às patologias dissociativas.

 

Já lá vão 18 anos e classe medica da área está a ter dificuldades em se adaptar a esta nova realidade, agora tornada oficial pela Organização Mundial de Saúde.

 

Então quando se define com clareza, nas recomendações da OMS que o ser humano deve ser tratado, tanto a nível físico como mental e espiritual … aqui, segundo a minha modesta opinião  e não só, fere de morte os sectores mais conservadores.

 

E como disse, alguns passos começam a ser dados … já começa a ser obrigatória uma cadeira universitária na área (para cursos de psicologia), “ciências da espiritualidade” no Brasil. Nomeadamente na universidade de S. Paulo.

 

Já se recomenda prudência na aplicação de químicos a certos sintomas que estão relacionados  com patologias dissociativas.

 

Que a catalogação de bipolaridade, até às de esquizofrenia, passando por surtos psicóticos e outros que não é bem como se pensava … daí, a tal recomendação na contenção de administração química.

 

Têm aqui uma palavra importante nessa recomendação, a classe dos psicólogos, pois a sua intervenção é de 1ª linha … após a correcta análise dos sintomas que os pacientes apresentam.

 

Tudo tem a ver com a sensibilidade de cada um, a par da formação específica, serem-lhes dada uma nova competência, a de poderem ter então uma alternativa. A de enviarem esses pacientes para terapeutas em questões dissociativas ou não sendo o caso, então sim, para psiquiatria.

 

Sabendo nós que a acção da psiquiatria é somente paliativa que esperanças terão esses pacientes em resolverem as suas questões? !!!

 

E a vertente curativa ? !!!  aqui é que está o busílis da questão … e podem crer que é uma grande questão de fundo.

 

Eles sabem e sentem que nunca por nunca, poderão aspirar a dominarem técnicas capazes  para curarem essas patologias … pois toda a sua formação tem a vertente paliativa e não curativa … Além disso, a sua formação está assente em bases erróneas do que é o ser humano.

 

Como mexe profundamente na concepção do que é o ser humano. ideias enraizadas na classe,  limitam e sabotam de forma consciente, devido a interesses instalados na área  desde há longas décadas, para não dizer séculos …

 

Se pensarmos bem, até é fácil de chegarmos à conclusão de que a própria psiquiatria, não se deveria intrometer nesta área específica, devido ao seu passado recente e longínquo. É como que exigir a um advogado que seja também arquitecto … não liga, nem tem lógica.

 

Terá que ser criada uma carreira independente, com formação específica, fora da medicina convencional. A de terapeuta em questões dissociativas. Pode ou não, ser de formação académica, isso para aqui não é importante, até porque essa nova classe, não irá prescrever  qualquer tipo de químicos, mas que possa de facto saber resolver essas questões.

 

Bem, não quero criar aqui qualquer tipo de polémica, o tempo agora é de mudança e de andar para a frente, fazer aplicar esse novo conceito agora admitido oficialmente.

 

E para terminar este ponto que já vai longo, pensem bem na luta que se vai desenrolar … técnicas terapêuticas, curativas … sem necessitarem de químicos … uma área que envolve  quantias astronómicas  á escala global … pois é uma renda permanente … as forças que se irão opor a esse avanço terapêutico a bem da humanidade.